Segurança do paciente e gestão de riscos são dois termos complementares relacionados com a potencial lesão ao paciente durante o atendimento hospitalar. Na literatura médica, é chamado de “segurança do paciente” o princípio que visa a integridade física do paciente em cada etapa do processo de assistência à saúde por parte de todos os atores envolvidos no seu cuidado. Segundo a OMS, “eventos adversos podem estar relacionados a problemas da prática clínica, produtos, procedimentos ou sistema”. 

Por sua vez, a “gestão de riscos” no ambiente hospitalar é o conjunto de procedimentos e normas que tem como objetivo minimizar a potencialidade de lesão no paciente através do controle de eventos adversos e de planos de ação. “Melhorar a segurança do paciente requer um esforço complexo de todo o sistema, que engloba uma ampla gama de ações destinadas a melhorar o desempenho; gerenciamento de segurança e riscos ambientais, incluindo (…) a segurança de equipamentos, (…) e do ambiente em que os cuidados de saúde são prestados”, sinaliza a OMS.

Na mesma linha, de acordo com a ANVISA, de 4% a 17% de todos os pacientes que são admitidos em um serviço de saúde sofrem incidente relacionado a assistência à saúde, podendo afetar a sua saúde e recuperação.

Neste sentido, os setores de engenharia clínica dos hospitais, como parte dos agentes envolvidos no sistema de atendimento hospitalar, são responsáveis tanto pela disponibilidade dos ativos da instituição como do seu correto funcionamento. Uma gestão de riscos não informatizada multiplica exponencialmente a aparição de eventos adversos, tais como: 

  • Lesão direta em paciente por falha em equipamento.
  • Assistência deficiente por erros em leituras, medições e configurações.
  • Assistência deficiente por desconhecimento da tecnologia disponível para tratamento.
  • Descontinuidade no tratamento médico por indisponibilidade de equipamentos. 

A fim de auxiliar às equipes de engenharia clínica e manutenção hospitalar no gerenciamento de riscos e, por tanto, na diminuição de eventos adversos, o software de gestão Neovero fornece um conjunto de funcionalidades especificamente desenvolvidas para garantir a segurança do paciente no contato com equipamentos médicos:

Segurança do Paciente e Gestão de riscos

  • Segmentação por criticidade dos ativos permite, por uma parte, classificar pela sua relevância segundo o plano de gestão da instituição e, por outra, definir a prioridade do atendimento em caso de falha. 
  • Prioridade de serviços: vinculado com o controle por criticidade, permite definir diferentes perfis de tempo de atendimento.
  • Prioridade de setores: definição dos tempos de atendimento para os setores, com o objetivo de priorizar os ambientes mais críticos. 
  • Grau de risco: tipo de registro que classifica as famílias de equipamentos pela potencialidade de lesão ao paciente. 
  • Controle de competências técnicas e certificações profissionais para viabilidade de execução interna de serviços corretivos em equipamentos críticos e famílias de risco. 
  • Definição de procedimentos técnicos para execução de serviços conforme normas e instruções de fabricantes.

Segurança do Paciente e Gestão de riscos

Em conjunto com os diferentes monitores de atendimento, dashboards e relatórios, as engenharias clínicas conseguem com Neovero: 

  • Monitorar em tempo real as ordens de serviço corretivas com atendimento prioritário, tanto pela criticidade do equipamento, quanto pela prioridade do serviço a ser executado ou do setor do evento. 
  • Analisar e controlar o cumprimento de SLAs acordados entre áreas.
  • Programar planos de manutenção prioritários definidos pelo grau de risco. 
  • Programar planos de ronda para checagem de itens críticos. 
  • Rastreabilidade dos padrões utilizados em manutenções. 
  • Análise de causas das ocorrências e serviços executados por criticidade e grau de risco. 
  • Estabelecimento de metas de desempenho por família e modelo para aplicação de obsolescência de equipamentos, e seu acompanhamento. 

Levando em conta todo o exposto, potenciar o uso do Neovero na engenharia clínica não apenas irá favorecer o bom funcionamento dos planos de gestão de risco da instituição, mas também a  automação de uma série de processos de controle que neutralizam a possibilidade de falha humana e, no final do processo, o fornecimento de dados de  enorme relevância para a melhora contínua da gestão de riscos.